Ciclos: parte 1 e 2
Dois poemas sobre ciclos da vida e como pode ser uma boa ideia quebrá-los.
Antes mesmo de assumir a minha identidade de gênero para o mundão, eu gostava de explorar diversas cores de esmalte nas minhas unhas. Com o tempo, o foco em praticidade do dia a dia e o que eu estava sentindo por dentro, acabei caindo num fluxo de só pintar as unhas de vermelho.
Eu acho lindo, mas entendi que, de alguma maneira isso tava me sabotando - a nossa viagem dentro da gente é sempre de uma exploração muito grande, ao menos comigo sempre foi assim e, quando eu caio na mesmice, me parece que tem algo errado, sabe? Não sei se isso acontece com você...
O babado aqui é que eu resolvi mudar, explorar novas cores e até desenhos e isso me rendeu não um, mas dois poemas!
Escrevendo os poemas percebi uma coisa: não é só sobre o esmalte, nunca é tão superficial assim. É sobre o tanto que a gente sangra se reconstruindo e o quanto isso vale a pena.
Obs: esses poemas estão no meu livro de estreia, que "vem aí". Em breve conto mais novidades, tá bem?
Boa leitura divônica <3