Diário da Giu #8: Como foi escrever um livro

Nesta edição eu te conto sobre o processo de escrever um livro e porque eu gosto de metal.

Oi Diva! <3 

Hoje eu te escrevo tomando um vinho branco gostosinho e com um ventilador na minha cada (é que sou calorenta)...

Na edição #8 do seu diário da sua trans favorita (ou não), eu trouxe para você: 1. uma dica rapidinha de moda, 2. música “pauleira”, 3. como foi escrever um livro e umas coisitas mais.

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🌌 Horóscopo fashion da semana: o diferencial para você se sentir bem com que está vestindo pode estar nos pequenos detalhes, pense em brincos, colares, anéis e até esmaltes - tudo isso pode mudar sua própria visão de si.

Proporções e rosto

Entender as proporções pode te ajudar a lacrar muuuuito no que você vai usar no seu rosto, seja brinco ou óculos…

É simples: se seu rosto é pequeno, por exemplo, usar brincos pequenos não vai aumentar a área do seu rosto e vai dar um ponto de referência em que ele vai parecer maior - se usar brincos grandões, vai aumentar a área e seu rosto parecerá menor.E o que você faz com essa informação? Você quem decide!


Música pauleira

No sábado da semana passada eu fui num showzinho gostosinho de metaaaal no Allianz Parque!

Assisti a banda A Day to Remember pela segunda vez na minha vida e foi tudoooo. Rodas de bate cabeça, povo animado, headbang e tudo que temos direito. Depois entrou no palco a banda Avenged Sevenfold, que também assisti pela segunda vez.

A caráter de curiosidade, a primeira vez que vi o Avenged foi em 2008… Babado. Na época eu tinha 16 pra 17 aninhos, não sabia quase nada da vida (sequer questionava o capitalismo!) e foi um baita show. A formação da banda nunca mudou, com exceção do baterista, que em 2008 era o The Rev, que morreu pouco tempo depois. RIP.

Tudo isso pra falar que: como me faz bem um show de música pesada.

Nos últimos anos passei a documentar os shows que eu vou e tem um destaque lá no meu insta… Tem muito metal, uns emos e até pop. E eu sempre gosto de reassistir os videozinhos ali e lembrar de como foi cada um daqueles momentos e os mais especiais, pra mim, sempre são os mais pesados.

É como se eu lembrasse de cada soco que dei e cada 10 que levei em troca kkkk.

Não sei se existem estudos psicológicos sobre as tais das “rodas punk”, mas fato é que, desde meus 16 anos eu frequento elas e sempre saio melhor do que entrei (e com mais dor)

A vida cansa, sabe? Mas ali eu me sinto descarregando todas as minhas decepções e sabe o mais lindo disso tudo? As outras pessoas também estão fazendo isso lá, e tá todo mundo sorrindo, feliz e tá tudo bem!

Talvez você, que não gosta desse tipo de música, não entenda, e nem precisa. No meu livro (que está nas mãos de uma editora) tem até um poema sobre isso. Sei lá, é muito bom, me faz muito bem e eu espero, de coração, que você tenha algo na sua vida que te faça tão bem assim.

Se você tem curiosidade para frequentar bate-cabeças, mas tem medo, aqui vai a dica de ouro: existem intensidades diferentes a depender do estilo musical, tamanho da banda e até local do show.

Tá começando? Participe de rodinhas em shows de bandas mais populares e não tão pesadas, uns que fui mais “de boa”: Baiana System e Planet Hemp - ou mesmo em shows do Allianz, como o do Avenged Sevenfold. Normalmente são ombradas.

Quer sentir algo a mais? Hardcore mais pegado pode ser uma opção, tipo o Dead Fish. Aqui já tem uns socos e cotoveladas.

O meu favorito: Metalcore! Aqui o nível é intenso, tem soco e chute, mas tem uma energia muito boa - nesse tipo de música, os shows não costumam ser muito grandes e as pessoas que vão são muito fãs. Exemplos: Blessthefall e Silent Planet.

Nível hard master blaster: Deathcore. Aqui é brutal, até pra mim. (Mesmo assim eu gosto, kkkk). Exemplos: Chelsea Grin e Thy Art is Murder.

É isso, virou um guia de bate-cabeça.


Como foi escrever um livro?

Divas, lindezas… É isso, eu terminei meu livro e enviei para o chamado da editora. Agora só me resta esperar os famigerados “até 90 dias” para ter um retorno se eles publicarão ou não meu livro.

Dito isso, vou te contar como foi esse babado.

Se você chegou aqui faz um tempinho, sabes que eu comecei a escrever poemas meio que do neida… O negócio é que quando vi que a Editora Urutau teria um chamado para publicação de livros, percebi que eu tinha pouco tempo e alguns desafios.

O primeiro, é claro, escrever poemas o suficiente para ter um livro completo e em pouco tempo (tive sei lá, uns 25 dias). E o segundo e principal deles: escrever poemas que sigam uma linha narrativa.

Daí que eu entendi: eu escrevo sobre minhas vivências, então o livro provavelmente deveria refletir um pouco da minha vida… E boom! As coisas fluíram demais!

Eu dividi o livro em 3 partes:

  1. Início: parte em que conto de algumas experiências que tive na minha infância e pré-adolescência;
  2. Antes: aqui já entro na fase adulta e a descoberta da minha identidade;
  3. Depois: aqui eu faço sobre como é e como tem sido ser mulher trans no mundo que a gente vive.

Neste post aqui eu conto um pouco mais sobre essa experiência de escrever um livro e vou explorar outras coisas que me transpassaram nesse processo - mas já adianto aqui, eu amei.

Destaco que não sei mensurar a qualidade da minha poesia, só que eu tenho carinho e orgulho pelo que botei no papel. É isso.

Obrigada por me apoiar, diva.


🌎 E o que mais?

🖹 Uma amostra da minha poesia: O monstro que criei

📚 Livros que me ajudaram a “fugir” da minha vida quando precisei

📱 Perfil que conheci e amei: @kenyastephanie_ 


Beijinho e até daqui 15 dias! 😘

Leia mais!

Obrigadinha por ler essa edição 💕

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